Módulo 7 · 3 de 4
Próximos passos
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Terminar um curso é um marco, mas o aprendizado real acontece no que você faz depois. O repertório que você construiu aqui é um ponto de partida, não um ponto de chegada. Dependendo de onde você quer chegar na carreira, os próximos passos são diferentes. Vamos olhar para dois caminhos possíveis.
Se você é researcher
Você veio de Humanas, tem sensibilidade com dados qualitativos e sabe ouvir pessoas como ninguém. O que esse curso te deu foi contexto técnico para fazer perguntas melhores e escrever recomendações que o time de engenharia realmente entenda.
Seus próximos passos podem ser:
- Aprofundar em acessibilidade: as diretrizes WCAG (Web Content Accessibility Guidelines) são o padrão internacional. Comece pela WCAG 2.2 no site do W3C. Como researcher, você é a pessoa ideal para testar acessibilidade com usuários reais.
- Aprender a ler relatórios de analytics: peça acesso ao GA4 do produto em que você trabalha. Comece olhando funis de conversão e bounce rate das páginas que você pesquisou. Cruzar dados quanti com quali é um superpoder.
- Praticar o vocabulário técnico: da próxima vez que for escrever um ticket ou uma recomendação de pesquisa, tente usar os termos que aprendeu aqui. Em vez de "o site demora para carregar", escreva "o LCP da página de checkout está acima de 4 segundos". Isso muda como o time recebe sua recomendação.
- Explorar pesquisa de usabilidade em ambientes técnicos: testes de usabilidade em dashboards, ferramentas internas e painéis administrativos são uma área onde poucas researchers se aventuram, e onde a demanda é enorme.
Recursos recomendados
- MDN Web Docs : a documentação mais acessível da web. Quando tiver dúvida sobre qualquer conceito técnico, comece aqui. É gratuito e bem escrito.
- WCAG 2.2 Quick Reference : referência rápida das diretrizes de acessibilidade. Não precisa ler tudo de uma vez. Use como consulta quando estiver avaliando um produto.
- Livro: "Mismatch" de Kat Holmes : sobre design inclusivo, escrito para quem pensa em pessoas. Conecta acessibilidade com pesquisa de forma que vai ressoar com a sua formação.
Se você quer ir para Product Design
Você tem base visual sólida e está construindo pensamento sistêmico. O que esse curso te deu foi o repertório técnico que diferencia um designer de interface de um designer de produto. Agora é hora de transformar isso em evidência.
Seus próximos passos podem ser:
- Montar um caso de portfólio com auditoria técnica: use o projeto final deste curso como base. Um caso que mostra "eu analisei a performance, a acessibilidade e a arquitetura de um produto real e propus melhorias" vale mais que 10 telas bonitas no Dribbble.
- Aprofundar em design systems: estude como times como o do Figma, Shopify (Polaris) e GitHub (Primer) estruturam seus sistemas. Preste atenção em como documentam tokens, estados de componente e guidelines de uso.
- Aprender o básico de versionamento (Git): você não precisa ser expert, mas entender o que é branch, commit e pull request te permite colaborar com devs no mesmo fluxo. É um diferencial cada vez mais valorizado, principalmente em empresas com forte cultura de engenharia.
- Praticar specs: da próxima vez que entregar um componente, escreva um mini-spec como vimos no Módulo 5. Defina nome, estados, variantes, tokens e comportamento responsivo. Entregue junto com o Figma. O dev vai perceber a diferença.
Recursos recomendados
- Figma Community : design systems públicos, templates e plugins. Estude como outros designers estruturam componentes e documentam decisões.
- MDN Web Docs : quando quiser entender qualquer propriedade CSS, tag HTML ou conceito web, este é o lugar. Gratuito, confiável e com exemplos interativos.
- Livro: "Design Systems" de Alla Kholmatova : o guia mais completo sobre como criar e manter design systems. Prático e focado em decisões reais.
- W3C Specifications : quando quiser ir à fonte. As especificações do W3C definem como a web funciona. Não é leitura leve, mas consultar specs mostra maturidade técnica.
Para todos: continue curioso
Independentemente do caminho que você seguir, o mais importante é manter a curiosidade que te trouxe até aqui. Quando ouvir um termo novo em uma reunião, anote e pesquise depois. Quando um dev explicar algo, não tenha vergonha de pedir para repetir. Quando um relatório de dados chegar, abra e tente interpretar antes de perguntar o que significa.
Repertório se constrói com prática contínua, não com um curso só. Um termo por semana, investigado de verdade, rende mais em um ano do que uma maratona de vídeos em um fim de semana.
Onde continuar aprendendo
- Podcasts: Design Better, Design Details e, para o lado técnico, Syntax (Wes Bos e Scott Tolinski), que apresenta conceitos de front-end de forma acessível.
- Comunidades: grupos de UX no LinkedIn e Discord são bons para trocar experiências e tirar dúvidas. Procure comunidades que misturem design e tecnologia, não só um dos dois.
- Prática deliberada: a cada semana, abra o DevTools de um site diferente e investigue. Olhe o CSS, as requests de API, os scores do Lighthouse. Em 3 meses fazendo isso, seu olhar técnico vai estar afiado.